sinopse

“Onde há sofrimento, há chão sagrado. Um dia compreenderás o que isto quer dizer.”
— Oscar Wilde

Em Janeiro de 1897, foram dados a Oscar Wilde, preso por sodomia e grave indecência desde a Primavera de 1895, papel e tinta. Oscar Wilde escreveu então uma longuíssima carta ao longo dos últimos quatro meses do cumprimento da sua pena dirigida ao Lorde Alfred Douglas, carinhosamente apelidado Bosie, homem por quem se havia perdidamente apaixonado e pelo qual veio a ser condenado à prisão. Essa carta chega até nós com o título “De Profundis”, uma das mais belas e pungentes declarações de amor da literatura ocidental. Pegando no ora frio, ora desenfreado lirismo de “De Profundis” (o livro), pretende-se criar um espectáculo de teatro, “Alfred”, que viaja sonora e atmosfericamente pela obra, contrapondo uma outra forma e uma outra estrutura dramatúrgica às concretas paisagens e narrativas que o autor compõe, tentando condensar e potenciar o entusiasmo da palavra através da qualidade mais abstracta do som.

ficha técnica e artística

Criação, composição musical e interpretação Daniel Silva
Espaço cénico OUTcube – Stage & Lighting Design
Desenho de luz: Marugga (OUTcube) e Tiago Silva (OUTcube)
Desenho de som Leandro Leitão (OUTcube)
Edição de vídeo e design Nuno Leites
Captação de vídeo João Pinto Félix e Simão do Vale Africano
Correcção de cor João Pinto Félix
Fotografia Simão do Vale Africano
Produção Grua Crua e OUTcube
Apoio Teatro do Bolhão

vídeos

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